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Enivaldo Ribeiro, foi prefeito de Campina Grande, a cidade conhecida como
a "Capital do Trabalho", no período de 1977-1982, sendo inúmeras suas
realizações que abriram o município para a modernidade.
Onde o Sol nasce
para todos...

Após sua posse, o
prefeito Enivaldo Ribeiro transformou planos de obras em realidade
concreta, indo buscar até recursos externos, beneficiando a comunidade
campinense.
Desde menino vendo Campina Grande crescer, e vendo crescer o seu amor por
Campina Grande, o prefeito Enivaldo Ribeiro, ao tomar posse na chefia do
Governo do Município, assumiu consigo mesmo e com o povo de sua terra um
compromisso: o de contribuir, na medida de todas as suas forças, para
emprestar ao desenvolvimento da cidade um toque de modernidade e
racionalidade urbanística, de embelezamento urbanístico e de humanismo,
numa forma de melhorar a qualidade de vida da sua laboriosa população.
No centro de suas preocupações colocava, sobretudo, por um imperativo de
justiça social, os trabalhadores de Campina Grande,
as camadas da
população de mais baixa renda. O seu plano não era elitista. Queria
beneficiar toda a cidade, todo o município, mas queria, com ênfase maior, contemplar as
realizações de maior amplitude ou repercussão social.
O social seria a
inspiração maior. Todo o seu plano teria esta marca de humanismo.
Daí o slogan de sua administração à frente do Governo de Campina Grande: o
“Sol nasce para Todos”.
Busca de um plano –
A primeira
experiência de planificação quanto ao desenvolvimento urbanístico de
Campina Grande vem da década de 1930, com a tentativa do Plano Diretor do
arquiteto Nestor de Figueiredo, que abrangia um plano estético e de
engenharia, com a abertura de novas ruas e avenidas, a correção ou
alargamento de ruas existentes etc.
Na década de 50 foi criada a Comissão Municipal do Desenvolvimento
Econômico (Comude) que tentou reunir elementos para um plano de
desenvolvimento do núcleo urbano municipal.
Ainda na década de 1950 cogitou-se de um Pré-Plano Diretor, com vistas à
integração do setor físico-territorial (urbanístico) com os setores
econômico-social e administrativo, constituindo-se a equipe que assinou o
seu relatório final de urbanistas, arquitetos, engenheiros e sociólogos.
Já na década de 60 surgiu a Companhia de Industrialização de Campina
Grande - Cingra -, objetivando fomentar o desenvolvimento econômico do
município e assessorar o governo municipal, tendo elaborado importantes
projetos setoriais, como o da Companhia de Eletricidade da Borborema –
CELB e da Telecomunicações de Campina Grande S/A – Telingra -, bem como o da
Universidade Regional do Nordeste, URNe.
Ao encerrar-se aquela década, a Cingra foi transformada em Conselho de
Desenvolvimento de Campina Grande – Fundec, a ser administrado pelo
Conselho.
Por fim o Condeca foi transformado em Companhia Pró-Desenvolvimento de
Campina Grande – Comdeca, que daria novo impulso ao desenvolvimento
integrado do município, elaborando projetos setoriais dentro de um
planejamento integrado.
O Primeiro Plano Global de Campina Grande, Plano de Desenvolvimento Local
Integrado – PDLI, foi elaborado pelo Condeca, em colaboração com o Serviço
Federal de Habitação e Urbanismo, do Ministério do Interior.
Ao mesmo tempo, com a sua vocação industrial, Campina Grande evoluiu para
a implantação dos seus Distritos Industriais.
O primeiro Distrito Industrial de Campina Grande, 6 quilômetros
da cidade, quase no entroncamento da BR-230 com a BR-104 e
servido ainda
de via férrea, é um DI modelo para o Nordeste. Para complementá-lo, foi
implantado um segundo, o Distrito Industrial de Queimadas, e já na
sua administração, foi implantado o Distrito Mecânico, tudo isso
possibilitando a Campina Grande mais racional e moderna política de
desenvolvimento urbanístico.
A cidade ampliou e melhorou o seu sistema de abastecimento d’água,
impulsionando igualmente o seu sistema de esgotos sanitários.
Impunha-se, diante
do seu extraordinário ritmo de expansão, já ocupando uma área efetiva de
mais de 2000 hectares, que se procedesse, realmente, ao desenvolvimento de
um plano urbano, pois o seu traço urbano, ao longo do tempo, foi se
organizando espontaneamente, surgindo, como resultado desse
desenvolvimento, quatro tipos de tramas: o primeiro, constituído pelo
resultado do adensamento do centro, de traçado irregular; o segundo,
produto da polarização linear nas margens de antigos acessos à cidade; o
terceiro, formado pelas áreas de tecido mais recente, resultantes
do
traçado de loteamentos que foram feitos, em grande parte, sem obedecer à
topografia local; e o quarto, produto da formação de favelas na periferia
ou inseridas no espaço urbano.
Em busca de um executor –
Assumindo o Governo
de Campina Grande, após memorável vitória democrática, o prefeito Enivaldo
Ribeiro haveria de revelar-se o administrador pragmático, realizador,
dinâmico, capaz de transformar em realidade concreta tanta coisa
planejada, tantas idéias presas no papel, ao mesmo tempo em que daria
prosseguimento aos projetos que encontrou iniciados e, com base nos
estudos já feitos, partir para novos projetos, indo buscar recursos em
todas as fontes disponíveis no plano estadual, no plano federal e até no
plano externo.
A Administração Enivaldo Ribeiro se caracterizaria, assim, por sua
excepcional capacidade de obtenção de recursos e de execução, de
realização, de construção. Menos palavras e mais ação. Menos promessas e
mais realizações concretas.
O seu diálogo com o povo saiu do plano das palavras para o plano das
obras. Em vez do simples discurso, o trabalho iniciado, concluído,
inaugurado, servindo à comunidade.
Sua eloqüência, sua capacidade de persuasão, está mais no construir do que
no falar; está mais na inauguração das obras reclamadas pelo povo do que
nas promessas de sua realização.
A obra vai à frente. O discurso vem depois.
Onde está o dinheiro? –
Primeiro, o prefeito
Enivaldo Ribeiro convocou um técnico capacitado para reorganizar as
finanças municipais.
Modernizada e
racionalizada, a Secretaria das Finanças do Município respondeu, de
imediato, a todo esforço que lhe foi dispensado. Em termos de eficiência
administrativa e de melhoria de arrecadação.
Em seguida, o prefeito Enivaldo Ribeiro, com a autoridade de quem dirige
um Governo organizado, planejado, foi buscar recursos complementares em
outras fontes.
Assim, por exemplo, obteve, para a execução de seus planos, a colaboração
do Projeto CURA, da Ebtu, do BIRD. Os
recursos próprios do Município eram acrescidos de maciças injeções dessas
novas fontes.
Quem as organiza e
as administra de forma planejada, sempre termina descobrindo onde está o
dinheiro. E tudo foi feito sem exceder os limites razoáveis de capacidade
de endividamento do Município.
Projeto CURA –
No seu
projeto urbanístico voltou-se, desde o início, o prefeito Enivaldo
Ribeiro, para o esforço de hierarquizar as vias de circulação urbana,
definindo melhor e racionalizando o radical concêntrico da vocação de
quase todas as nossas cidades que evoluíram espontaneamente, buscando
orientar a expansão da cidade e incentivar a ocupação dos vazios.
O Projeto CURA lhe
daria decisivo suporte para esse fim.
O projeto urbanístico para a área CURA foi proposto tomando-se como base o
Plano de Desenvolvimento Local Integrado, elaborado em 1972 e que passou
por um processo de atualização pela Comdeca.
Concluído o Perfil do Município, levantamento sócio-econômico solicitado
pelo Seplan-IPEA, através do CNPU e Sudene, o processo de atualização foi
acelerado.
CURA I –
O CURA I permitiu a implantação de dois equipamentos urbanos de maior
significação, o Centro Cultural e o Centro Comercial (Shopping Center de
Campina Grande) na sua área de incidência. Possibilitou ainda a
pavimentação das seguintes ruas e avenidas (pavimentação asfáltica):
Almirante Barroso, Vigário Calixto, Rio de Janeiro, Pedro I, Paulo Frontin,
Sebastião Donato, todo o contorno do Açude Velho, compreendendo as ruas
Almeida Barreto, João Moura, Siqueira Campos, Independência, Nilo Peçanha,
Quebra-Quilos, Campos Sales e Fernandes Vieira, Moisés Raia,
Santo
Antonio, Marinheira Agra e Avenida Dinamérica, uma avenida em faixa dupla,
com canteiro central, de 70 metros.
Além disso essas
vias tiveram trabalhos de drenagem e iluminação. Foram igualmente
implantados os Centros de Bairro de Catolé e de Santa Rosa.
CURA II –
O CURA II compreende
a pavimentação e drenagem das seguintes ruas: conclusão da Floriano
Peixoto, Marginal Leste, conclusão da Almeida Barreto, Osvaldo Cruz, José
de Alencar e Projetada Um.
CURA III –
Os projetos executivos do CURA III já prontos. Sua aprovação está
assegurada.
Nele são contemplados os trabalhos de pavimentação, em asfalto, das ruas
Apolônia Amorim, Manuel Tavares, Avenida das Nações e Nossa Senhora de
Lourdes.
E pavimentação em
paralelepípedos das ruas: Avenida Canal, Manoel Elias de Castro, José do
Ó, Estilac Leal, Adalto Travassos de Moura, Presidente Roosevelt, Estelita
Cruz, Agamenon Magalhães, Floriano Peixoto (no sentido oeste), Salvino de
Oliveira Neto, Silva Jardim, Santa Cecília, Sindolfo Montenegro,
continuação da Nossa Senhora de Lourdes, Félix Carolino, Projetada Um,
Napoleão Laureano, Benedito Mota, Capitão Ademar Maia de Paiva,
Conselheiro Paulo Aguiar Soares, Ordenez Trovão de Melo, Noberto Leal,
Franklin Araújo, Monteiro Lobato, Paulo Araújo Soares, Vigário Virgínio,
Manoel Elias de Araújo e Mauro Luna.
E ainda um Centro de Bairro, na favela denominada "Buraco da Jia", duas
rótulas, uma Avenida Canal com a rua Dr.Vasconcelos, e outra onde atualmente
se situa o posto fiscal do Estado. Iluminação em toda área. Drenagem.
Abrigos para pedestres nas linhas de transporte coletivo.
CURA I, II e III –
Era
desalentador constatar-se, até pouco tempo, em Campina Grande, a carência
quase total de áreas próprias para recreação e cultural, bem como de áreas
verdes.
Estudos objetivando suprir tais carências indicaram o Açude Novo, o Açude
Velho (foto) e o Estádio Municipal como um conjunto de áreas mais adequado
para as propostas de equipamentos de lazer e de cultura e de áreas verdes.
Em coerência com o
Plano de Desenvolvimento Local Integrado que emprestara prioridade à área
do Açude Novo, o qual, devido à impossibilidade de continuar como
reservatório hídrico fora submetido a um plano paisagístico e ao projeto
de recuperação da Estação Ferroviária, cujas edificações e
espaços foram transformados em equipamentos de cultura e de recreação,
partiu-se para a divisão da área em quatro trechos denominados Áreas para
Fins Recreativos e Paisagísticos e Áreas para Fins Paisagísticos, uma
compreendendo a urbanização do trecho Açude Novo-Açude Velho, outra o
trecho das margens do Açude Velho, outra o trecho Açude Velho - Ponte
Quebra-Quilos e a
quarta o trecho das margens do Canal às imediações do
Estádio Municipal.
O CURA I objetivou organizar racionalmente o tecido urbano da zona sul da
cidade, dotando-a de infra-estrutura e de áreas de lazer, e o CURA II a
integração da zona oeste, para que os benefícios do programa não
contemplassem apenas fração da cidade.
Foram metas, assim, do CURA II, corrigir visíveis pontos de
desequilíbrios, dotar a zona oeste de infra-estrutura básica, áreas de
lazer, afora a ocupação racional dos vazios urbanos.
O sistema viário do CURA II submete as vias de penetração e coletoras a um
conjunto de benefícios relativos à execução de cortes, aterros, galerias
pluviais, pavimentação, meio-fio e calçadas, sinalização, iluminação
pública, abrigos para passageiros etc.
A área CURA III, escolhida por sua característica carente de inversões que
lhe proporcione homogeneidade com o crescimento urbano verificado nos
últimos anos, responde às perspectivas de um plano mais amplo, que
pretende estimular um crescimento ordenado e compatível com a realidade
econômica e social do Município.
Secundando a melhoria do sistema viário explicitou-se a
necessidade de
implantação, na área, de um centro comunitário que represente um ponto de
convergência sócio-cultural-sanitário, em local de melhores possibilidades
de aglutinação da massa carente. Daí porque, aproveitando-se do
considerável adensamento habitacional e do nível de renda familiar,
propõe-se um equipamento plurifacetado que alcance as aspirações
populares, permitindo-se convivência mais saudável e mais intensa
participação dentro da sua realidade social.
Acrescente-se a tudo isso o sentido integrado do plano desenvolvido pelo
prefeito Enivaldo Ribeiro. Além dos investimentos realizados com recursos
próprios, em diversas áreas da cidade, as áreas que não são contempladas
com os investimentos do Projeto CURA recebam os benefícios dos
investimentos do Programa Cidades de Porte Médio, de modo que nenhuma área
da cidade deixe de ser objeto das realizações do seu plano de governo.
É o slogan de sua administração: o Sol nasce para Todos.
Centros de Bairros –
Os Centros de
Bairros, que a administração do prefeito Enivaldo Ribeiro implantou
nos bairros de Campina Grande, compõe-se de escolas, áreas de lazer, sede
das Sociedades de Amigos dos Bairros, posto médico, posto policial,
lavanderia pública, pequeno centro comercial de gêneros de primeira
necessidade, parque infantil, quadras de esporte, áreas para festas
populares.
O Centro Cultural –
Com uma área
construída 8.628 metros quadrados, o Centro Cultural vem dinamizar as
atividades culturais e recreativas. Oferece novas opções de cultura e de
lazer, abrigando em suas instalações um museu, tecnicamente projetado para
exposições permanentes e temporárias, salas de aula, biblioteca, cinema,
laboratório, cabine de som, salão de dança, atelier para pintura,
escultura, cerâmica, sala para professores e toda a infra-estrutura de
apoio administrativo, que o torna ao mesmo tempo um centro de atividades
culturais e artísticas e um centro turístico da cidade.
O Centro Comercial –
O Centro Comercial –
Shopping
Center de Campina Grande – veio atender à demanda sempre
crescente do comércio local, contando com 23 lojas para artigos diversos,
lanchonetes, restaurante, estacionamento, cinema, bares, boite, com um
tipo de comércio que se relaciona com o lazer e o turismo, boutiques,
salões de beleza, discotecas, artigos para presentes, floricultura, ótica
etc.
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