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Área:56.584
quilômetros quadrados. A Paraíba tem 223 municípios:
30, na Zona da Mata;
66, na Zona do Agreste; 44, na Zona da Borborema; e 83, na Zona do Sertão.
Localização: Leste da Região Nordeste.
Capital:
João Pessoa.
Municípios mais populosos:
João Pessoa (597.934), Campina
Grande (355.331), Santa Rita (115.844), Patos (91.761), Bayeux (87.561),
Sousa (62.635), Cajazeiras (54.715), Guarabira (51.482), Sapé (47.353),
Cabedelo (42.832) (2000).
População – 3.443.825 (2000). Densidade: 61,1hab./km2 (2000).
Cresc. dem.: 0,8% ao ano (1991-2000). Pop. urb.: 71,1% (2000).
Domicílios: 849.378 (2000); carência habitacional: 139.257 (est.
2000). Acesso à água: 68,8%; acesso à rede de esgoto: 39%
(2000). IDH: 0,557 (1996).
Localização
Situado na região Nordeste do Brasil. A capital e cidade mais populosa é João
Pessoa. A Paraíba faz fronteiras com o
Rio Grande do Norte
(ao norte),
Ceará
(ao oeste) e
Pernambuco
(ao sul). Seu território, limitado pelo Oceano Atlântico ao leste,
compreende o extremo oriente do país, com a Ponta do Seixas.
Hidrografia
Principais
rios: do Peixe, Piranhas (450 km de extensão), Piancó, Paraíba, Espinharas,
Taperoá, Camaratuba, Curimataú, Mamanguape
e Miriri.
Clima
O clima
predominante é caracterizado por altas temperaturas e chuvas escassas e
irregulares. No interior predomina o clima semi-árido; no litoral o clima é
caracterizado como tropical. As temperaturas médias anuais no território
variam em torno de 27°C e os índices pluviométricos estão entre os
mais baixos do país, sendo inferiores a 800mm anuais.
A
predominância da vegetação é de caatinga. No litoral, a paisagem vegetal é
alternada entre a dominância de maguezais e coqueirais. Nas regiões onde a
umidade tende a ser retida pelas serras, há ocorrência de pequena área de
floresta tropical.
Relevo
O território
da Paraíba está compreendido, em sua maior parte, por uma área do Planalto
Atlântico. Nestas regiões, cujos terrenos apresentam formação cristalina em
sua maior parte, estão
localizadas as mais elevadas altitudes do território,
representadas na região do Planalto da Borborema e especialmente na região
da Serra do Teixeira, compreendendo o Pico do Jabre, com 1197 metros de
altitude. Na faixa litorânea estendem-se as planícies do Estado com terrenos
sedimentares.
População
A população
da Paraíba, com cerca de 3,3 milhões de habitantes,
está concentrada
nas regiões urbanas, em que reside a parcela de 64,1% do total, enquanto as
populações rurais formam 35,9% dos
habitantes do Estado. A densidade
populacional é de 58 habitantes por quilômetro quadrado.
A
distribuição da população por sexo encontra-se equilibrada entre 51,7% de
mulheres e 48,3% de homens.
Economia
Alguns
produtos merecem destaque no contexto de sua economia: o algodão, o sisal e
o abacaxi. A pecuária também tem importância e
as principais criações são de
bovinos, suínos, ovinos e eqüinos.
No setor
industrial salientam o alimentício,
metalúrgicas,
e o têxtil,
das indústrias voltadas aos produtos da cana-de-açúcar.
Destaca-se a mineração
(calcário, caulim, bentonita, columbita, tantalita), agricultura (abacaxi,
cana-de-açúcar, sisal, algodão, mandioca, tomate, manga, coco-da-baía,
milho, feijão) e pecuária (bovinos, suínos, caprinos, ovinos e aves).O setor
industrial responde por 16,3% do PIB estadual, de acordo com o Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Um dos
principais pólos encontra-se em Campina Grande, onde estão sediadas
companhias ligadas aos setores de metalurgia e confecções. A estratégia de
oferecer incentivos fiscais a empresas dispostas a se estabelecer no Estado
apresenta resultados modestos. Entre 1995 e 1999, 14 empresas de cerâmica,
cimento, alimentos e têxtil instalam-se na Paraíba e geram 8 mil empregos.
Participação no PIB nacional: 0,8% (2000).
Composição do PIB: agropec.: 12,1%; ind.: 30,8%; serv.: 57,2% (1999).
PIB per capita: R$ 2.681 (2000).
Agricultura: cana-de-açúcar (4.759.682 t), banana (298.132 t), mandioca
(234.410 t), milho (121.381 t), feijão (78.052 t), sisal (4.747 t), abacaxi
(269.778.000 frutos), coco-da-baía (73.767.000 frutos) (prelim. maio/2002).
Extratratitivosmo: lenha (855.574 m3), castanha de caju (372 t) (2000).
Pecuária: aves (7.267.094), bovinos (952.779), caprinos (526.179), ovinos
(343.844), suínos (123.827) (2000).
Mineração: pedra britada (1.151.694 m3), granito ornamental (539.378 m3),
bentonita (149.587 t), titânio (95.812 t), zircônio (18.124 t) (2000).
Indústria: alimentícia, de açúcar e álcool, de calçados (2000).
Exportação (US$ 105,3 milhões): tecidos de algodão (31%), calçados (25%),
peixes e crustáceos (17%), açúcar e álcool (11%), sisal (8%).
Importação (US$ 90,2 milhões): máquinas têxteis (22%), cereais (10%),
outras máquinas e motores (8%), algodão (7%), couro e pele (5%) (2001).
ENERGIA ELÉTRICA – Geração: 8 GWh; consumo: 2.415 GWh (2001).
TELECOMUNICAÇÕES – Telefonia fixa: 504,1 mil linhas;
celulares: 461,9 mil (est. 2002).
GOVERNO – Governador: Cássio Cunha Lima (PSDB).
Senadores: 3.
Deputados. federais: 12.
Deputados estaduais: 36. SAÚDE
– Mort. infantil: 59,40 (2000). Médicos: 10,8 por 10 mil hab.
(set./2002). Leitos hosp.: 3,5 por mil hab. (jul./2002).
EDUCAÇÃO – Educ. infantil: 106.194 matrículas (78% na rede
pública). Ensino fundamental: 873.880 matrículas (91,5% na rede pública).
Ensino médio: 135.279 matrículas (83,6% na rede pública) (prelim. 2002).
Ensino superior: 42.636 matrículas (78,5% na rede pública) (2000).
Analfabetismo: 27,6%; analfabetismo funcional: 50,5% (2000).
História
A colonização portuguesa na área hoje ocupada pelo Estado da Paraíba foi
dificultada pela presença dos franceses, que ocuparam a região no início
do século XVI. Em 1585, o português João Tavares construiu, na foz do rio
Paraíba, o Forte São Felipe, para defender a área dos ataques dos
franceses. Nesse local teve origem a cidade
que hoje é a capital do
Estado. Em 1634, a região foi tomada por holandeses, que ali permaneceram
por 20 anos, quando foram expulsos por André Vidal de Negreiros.
Paralelamente a estes conflitos ocorriam permanentes batalhas com os
índios, entre tentativas de aprisionamento dos nativos e revoltas destes.
Os paraibanos participaram ativamente da Revolução Pernambucana de 1817 e
da Confederação do Equador, em 1824. O primeiro movimento constituiu-se
uma revolta de proprietários rurais, do clero e de comerciantes, contra
militares e comerciantes portugueses vinculados ao grande comércio de
importação e exportação, em um período de instabilidade econômica por que
passou Pernambuco, devido ao mau desempenho da indústria açucareira.
A insatisfação popular decorrente do aumento de impostos traduziu-se em
revolta contra a corte portuguesa e apoio ao movimento, que resultou na
organização do primeiro governo brasileiro independente, com a proclamação
de uma República. Os revoltosos, no entanto, foram derrotados pelas tropas
de D. João VI em 19 de maio de 1817. A Confederação do Equador foi um
movimento liderado por liberais pernambucanos que se recusaram a aceitar a
Constituição outorgada pelo Imperador e sua política centralizadora.
Decididos a defender a autonomia da região, os revoltosos, liderados por
Augustinho Bezerra e Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, proclamaram uma
república independente, organizada sob a forma federalista.
O movimento foi derrotado e seus líderes condenados à morte em 1825.
Teve origem no Estado da Paraíba um dos pretextos para o desencadeamento
da Revolução de 1930 no País, o assassinato do Governador João Pessoa de
Albuquerque, então indicado como candidato a vice-presidente da República
na chapa de Getúlio Vargas, pela Aliança Liberal.
A Paraíba (que significa "Rio que é braço de mar" -
Pará-ibá) foi fundada em 1585 entre o Rio Sanhauá e o Mar. Antes de seu
descobrimento era ocupada pelos índios Potiguaras, passando posteriormente a ser
de domínio holandês e português.
Fonte:
www.mre.gov.br
A REPÚBLICA NA PARAÍBA
A República surgiu articulada com a abolição
da escravatura e a descentralização do Poder político das elites, ou seja, é o
resultado
de transformações de toda uma sociedade.
Juridicamente estabelecida na Constituição de 1891, a República era baseada nos
princípios federativos, ou seja, permitia maior autonomia para os Estados-locais
e voto aberto.
Durante esse período o poder era exercido pelos coronéis e as oligarquias que
controlavam a Paraíba. Nesta fase o Estado passou por três oligarquias: o
venancismo (Venâncio Neiva), o alvarismo (Álvaro Machado) e o epitacismo
(Epitácio Pessoa).
A economia paraibana durante a República estava voltada para a produção da
cana-de-açúcar e do algodão. É neste período que surgem as primeiras usinas do
século.
Em 1881 ocorreu na Paraíba a implantação do transporte ferroviário,
expandindo-se para o Brejo, e em 1907 chega a Campina Grande.
A República também é marcada por movimentos populares. Na
Paraíba, destaca-se o
Cangaço, que teve Antônio Silvino, Chico Pereira e Lampião como líderes dos
bandos que atuavam nas cidades de Piancó, Sousa, Cajazeiras e Guarabira
articulados com as oligarquias regionais. Em suma, a República caracterizou-se pelo crescimento das reivindicações e
organização dos trabalhadores, reprimidas no Governo de Epitácio Pessoa, e do
crescimento da população urbana.
REVOLUÇÃO DE 30
O Movimento de 30 surgiu da necessidade de
reformular o modelo de Estado que foi implantado no regime republicano. O
pós-guerra traz o processo de industrialização, acabando com a estrutura
fundiária.
Na Paraíba, o presidente João Pessoa priorizou na sua política a desarticulação
das oligarquias, isto, com o objetivo de mudar a situação de pobreza em que
vivia a maioria da população.
João Pessoa acabou com a dependência de Pernambuco e participou da Aliança
Liberal, que perdeu para Washington Luíz. Nesta época o clima político do país
estava bastante alterado, e no dia 26 de julho de 1930, em Recife, João Pessoa é
assassinado. E em homenagem ao presidente, a capital da Paraíba passou a
chamar-se João Pessoa.
Cultura
A Paraíba além de apresentar um grande potencial turístico,
também possui um grande acervo da Cultura Popular. Tudo isso vem da criatividade
do povo e das manifestações folclóricas cultivadas de geração em geração.
Na área do
artesanato são produzidas peças em barro, cerâmica, estopa, rendas e labirinto.
Os grupos folclóricos preservam os cantos e danças, como o reisado, a ciranda, o
forró, o xaxado, do coco-de-roda, dentre outras. É uma tradição rica e bastante
diversificada, encantando a todos os visitantes.
Culinária
Um outro atrativo do Estado são as comidas
típicas, servidas em todos os restaurantes e bares. São frutos do mar
(caranguejo, camarão, lagosta, ostra, peixes), produtos sertanejos como o queijo
de qualho, canjica, feijão verde, macaxeira, rubacão e a carne-de-sol.
As frutas tropicais são um outro aspecto que atrai o turista, já
que são produzidas durante quase todo o ano. Com uma variedade enorme, as frutas
mais procuradas são a graviola, o cajú, o coco verde, a manga, o cajá, a acerola
e mangaba. Dessas frutas também produzem sucos e sorvetes.
O LITORAL
Os 37 quilômetros de praias de João Pessoa tem início no
Cabo Branco, ponto extremo da América, onde se encontra o mirante e o farol em
forma de carnaúba, planta nativa e antiga riqueza da região. Uma vista que
permanece na lembrança de todo o visitante, onde se pode ver todo o litoral
paraibano, a transparência das águas e sentir a brisa do mar batendo levemente
em seu corpo.
À direita vê-se a Praia do Seixas, quase uma
ilha nativa. Mais adiante estão as praias da Penha, Jacarapé, Praia do Sol e a
última praia do município, Barra de Gramame, uma da mais desertas e onde
desemboca o Rio Gramame, formando pequenas ilhas.
Já a esquerda da Praia do Cabo Branco está a parte mais movimentada da
Orla, com hotéis de luxo, restaurantes que servem frutos do mar, suco de frutas
tropicais e comidas regionais, bares, boates e mercado de artesanato, a arte da
população local.
Logo após está a Praia de Tambaú, onde está situado o único hotel beira mar
e um dos mais luxuosos e o Mercado de Artesanato com 128 lojas, onde pode-se
encontrar os mais variados "recuerdos" típicos. Parada obrigatória dos turistas.
Picãozinho é um dos paraísos da cidade, onde encontramos uma formação de
recifes com piscinas naturais que chegam a uma temperatura de 28ºC. Na lua
cheia, os hotéis organizam serenatas sobre a água morna, uma integração perfeita
do homem com a natureza.
Ainda dentro da área mais agitada da cidade
estão as praias de Manaíra e Bessa.
LITORAL NORTE
No município de Cabedelo, ao norte de João Pessoa,
encontramos o Mar do Macaco, a praia de Intermares onde está o parque aquático
Intermares Water Park, bem como a praia do Poço. A praia do Jacaré é o local
onde se pode ver o mais belo pôr-do-sol.
Ainda no município de Cabedelo, está a praia
mais visitada do litoral, Camboinha, que na época de veraneio fica lotada. É
nela que encontramos Areia Vermelha, um banco arenoso protegido por recifes.
Atravessando a foz do Rio Paraíba, está o município de Lucena, onde se
realiza o carnaval de praia mais animado do Estado. Em Lucena também pode-se ver
a Igreja da Guia, em fase final de restauração, uma peça única do Barroco no
Brasil.
Em Rio Tinto, na praia de Barra de Mamanguape, está localizado um dos
postos do Projeto Peixe Boi Marinho, que vivem livremente, mas monitorados, na
foz do Rio Mamanguape.
Baía da Traição, detém a única reversa indígena do Estado, onde vivem os
índios Potiguaras. É um local de belíssimas praias, muitas propícias ao surf.
A última praia do litoral norte, já na divisa com o Estado do Rio Grande do
Norte, Barra de Camaratuba, pode ser considerada a praia mais bonita do litoral
paraibano.
LITORAL SUL
Todo o litoral sul do Estado é composto de praias com
formações rochosas, como a Praia do Amor, Jacumã, Coqueirinho e Tabatinga, essas
duas últimas pontos de prática de camping.
Em seguida vem a praia mais conhecida da Paraíba, Tambaba, a primeira praia
de naturismo do Nordeste e segunda do país, que tem na suas piscinas naturais
uns de seus atrativos.
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