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Enivaldo e Aguinaldo cobram medidas urgentes
para reduzir o endividamento rural 

Os deputados Enivaldo Ribeiro e Aguinaldo Ribeiro, disseram que
estão bastante preocupados com a atual situação do setor agropecuário no Brasil, particularmente no Nordeste, cujos
produtores rurais estão passando por grandes dificuldades em razão dentre outros agravantes do endividamento que atinge a grande maioria dos agricultores e pecuaristas. Segundo eles, a situação é bastante preocupante e que merece a atenção do Governo Federal  dos Governos dos diversos Estados brasileiros. Para os dois parlamentares, há necessidade urgente da adoção de providências cabíveis para salvar o setor. 

No dia 16, estava marcada uma mobilização nacional contra o
descaso do Governo Federal em relação ao setor agropecuário. Produtores rurais de várias regiões do país se reunirão em Brasília
para fazer um tratoraço, a fim de chamar atenção da sociedade para a problemática do endividamento que atinge grande parte dos agricultores brasileiros. Passeatas, piquetes, entre outras ações, também serão realizadas nos Estados. As ações na Paraíba se concentraram na Assembléia e nas imediações do prédio legislativo.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba – Faepa, Mário Borba, aproveita o momento e faz uma convocação aos produtores rurais associados à Federação, à Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba – Asplan e demais entidades ligadas ao setor produtivo do Estado para participarem da sessão e das manifestações. “Precisamos nos unir neste momento tão crucial e,
de forma pacífica, alertar a sociedade sobre o que está acontecendo e suas possíveis repercussões na economia e estabilidade do país”, disse o dirigente da Faepa.

Mário Borba ainda fez duras críticas ao que ele denomina “descaso total com o setor agropecuário”. Segundo o dirigente sindical, o Governo Federal vem  tratando com indiferença a crise que se
agrava na agricultura, em detrimento de outros setores da economia do país. “Recentemente, o Governo interviu para sanar uma crise no setor automobilístico, está envidando todos os esforços para salvar
a Varig, mas simplesmente ignora há três anos os apelos do setor agropecuário, relegando a segundo plano um segmento que é a fonte da maior parte do superávit comercial brasileiro, além de ser a fornecedora segura de alimentos”, desabafa o dirigente da Faepa,
num misto de indignação e tristeza. 

Em recente editorial num jornal de grande circulação nacional, o
texto destaca que “os produtores rurais não defendem a reativação do velho sistema de subsídios, nem o custoso sistema de
intervenção em vigor até os anos 80. A agropecuária brasileira modernizou-se e tornou-se uma das mais competitivas do mundo.
Mas ainda cabe ao governo um papel importante de apoio aos produtores - e esse papel não vem sendo cumprido. Faltaram
recursos para a defesa sanitária, nos últimos três anos, enquanto o governo dava prioridade às políticas fracassadas do Ministério do Desenvolvimento Agrário. O governo foi lento e ineficiente, quando devia intervir para sustentar preços. Demorou a reconhecer os
efeitos da seca. Menosprezou o impacto da valorização cambial, agravada pela variação de custos e de preços no longo intervalo
entre o plantio e a comercialização”, destaca o artigo.

O texto prossegue fazendo uma análise bastante lúcida da situação. “A indústria automobilística é importante, mas a agropecuária
também é - ou melhor, é muito mais. Mas essa agropecuária – que apesar de moderna, capitalista e produtiva - não tem o poder de pressão da grande indústria associada ao grande sindicalismo. Não é visível para as centrais sindicais, nem para o PT, nem para Lula, a
não ser sob o prisma deformador do Ministério do Desenvolvimento Agrário”, conclui o editorial.

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