|
João Pessoa é a capital e o município mais
populoso do estado brasileiro da Paraíba.[2] É conhecida como "a cidade onde o
sol nasce primeiro", devido ao fato de no município estar localizada a Ponta do
Seixas, que é o ponto mais oriental das Américas.
Fundada em 1585 com o nome de Cidade de Nossa Senhora das Neves, João Pessoa é a
terceira cidade mais antiga do Brasil e também a última a ser fundada no país no
século XVI. A cidade é também notável pelo clima tropical, agradável para
turistas, por ser a maior em economia(indústrias, comércio e serviços) e
arrecadação de impostos para o estado, pela beleza de suas praias e
especialmente pelos belos e vários monumentos de arquitetura e arte barroca.
Durante a Eco 92, a conferência da ONU sobre o meio ambiente, João Pessoa
recebeu o título de segunda cidade mais verde do mundo. Segundo um cálculo
baseado na relação entre número de habitantes e área verde, a cidade perderia
apenas para Paris.
Foi fundada em 5 de agosto de 1585 com o nome de Cidade de Nossa Senhora das
Neves, a santa do dia em que foi firmada a aliança com os Tabajara (5 de agosto)
(depois da aliança com os Tabajara, demorou ainda 3 meses para ser fundada, de
fato, a cidade). João Pessoa já nasceu com o status de cidade, jamais vivendo a
condição de vila, fato esse ocorrido porque foi fundada pela cúpula da Fazenda
Real numa Capitania Real da Coroa Portuguesa.
Com o passar do tempo, foi recebendo várias
denominações: Filipéia de Nossa Senhora das Neves, em 1588, homenageando o rei
Filipe II de Espanha, quando da União Ibérica, período em que o Reino de
Portugal foi incorporado à coroa espanhola. Durante a ocupação holandesa, entre
1634 e 1654, designou-se Frederikstadt (Cidade Frederica), em homenagem ao
príncipe de Orange, Frederico Henrique.
Bairro Manaíra e outros: Arquitetura Moderna.
Centro Histórico é patrimônio cultural e artístico do Brasil.Com a reconquista
portuguesa, passou a chamar-se Cidade da Parahyba. Por conta de uma visita
temporária de D. Pedro II do Brasil à cidade em fins de 1859, recebeu
provisoriamente o título de Imperial Cidade.
Sua denominação atual, João Pessoa, é uma homenagem ao político paraibano João
Pessoa, assassinado em 1930 na cidade do Recife, quando era presidente do estado
e concorria, como candidato a vice-presidente, na chapa de Getúlio Vargas. O
fato trouxe grande comoção popular, sendo praticamente o estopim da Revolução de
30, embora se discuta se realmente houve motivação política no ato, que foi
executado por João Duarte Dantas, cujo escritório fora invadido por tropas
governamentais, tendo sido suas cartas amorosas à professora Anayde Beiriz
trazidas a público.
A Assembléia Legislativa Estadual aprovou a mudança do nome da capital em 4 de
setembro de 1930. Há algum tempo, cidadãos pessoenses discutem a possibilidade
de rever a homenagem e substituir o nome de João Pessoa por outro, entre os
quais, figuram "Paraíba" e "Cabo Branco". Entre outros argumentos, alega-se que
a mudança de nome, em 1930, foi realizada em um momento de comoção e de
instabilidade social, quando vários adversários políticos do grupo de João
Pessoa foram presos e mortos. Acrescenta-se ainda que não há consenso sobre as
virtudes de pessoa e de gestor público as quais confeririam o mérito ao
ex-presidente da Paraíba (na época, denominação para o cargo de governador) para
tal homenagem. De outra parte, os defensores da manutenção do nome argumentam
que João Pessoa foi político exemplar e combateu o coronelismo e as oligarquias.
A cidade de João Pessoa nasceu nas margens do rio Sanhauá, a partir de onde sobe
as ladeiras em direção ao que hoje é o Centro. A expansão urbana ocupou a antiga
área rural. A partir da segunda metade dos anos 70, com a ascensão da orla
marítima, a economia da área perdeu um pouco de sua importância de outrora. No
que diz respeito à arquitetura, os bairros do Centro comportam a maior parte das
áreas que são objeto de tombamento pelos órgãos de proteção ao patrimônio,
dentre elas, o Centro Histórico, Rua das Trincheiras e as proximidades da Rua
Odon Bezerra, no bairro de Tambiá.
A cidade, no decorrer do século XX, perdeu importância e viu a ascensão de
Campina Grande, segunda maior cidade do estado. A economia pessoense, na
primeira metade do século, praticamente se estagnou. Até os anos 60, era,
praticamente uma capital administrativa, pois Campina Grande, cidade distante
125 quilômetros, aproximou-se do posto de cidade mais importante do Estado, já
que, nesse período, Campina Grande despontava como importante pólo comercial e
industrial não só do estado, mas também da região Nordeste, passando a arrecadar
mais impostos do que a Capital. João
Pessoa, naquela época, tinha poucas indústrias e apenas desempenhava funções
administrativas e comerciais. A partir dos anos 60, após grandes investimentos
privados e governamentais, tanto do governo estadual quanto do governo federal,
João Pessoa ganhou novas indústrias e importância, reafirmando sua posição de
principal cidade do Estado, em termos econômicos, sociais, populacionais e
turísticos.E conta atualmente com 02(dois) Distritos Industriais administrados
pela CINEP:Distrito Industrial de João Pessoa e o Distrito Industrial de
Mangabeira com infra-estrutura com amplo espaço para instalações de novas
empresas.
Leia + |